Conseguir minha amizade é difícil. Sou séria, irônica, cínica, não muito afetuosa e nem fã de declarações públicas. Conviver comigo diariamente não te garante o título de amigo. Para ser meu amigo tem que me aturar meu mau humor diário, as reclamações sobre quase tudo, as perguntas incessantes e minhas frases ácidas. Só assim terá direito a ver meu lado mais bem-humorado: a cara de idiota quando faço quando vejo gatinhos, os pequenos surtos com meus desenhos ou sérios favoritas e meus planos para futuras viagens. Caso você consiga me ver assim, tenha a certeza de que minha lealdade e confiança estão garantidas. Ser amiga, pra mim, é coisa séria. Não te direi palavras fofas o tempo todo, nem pedirei pra tirar selfies pra quaisquer redes sociais. Perguntarei se você está bem e ficarei realmente preocupada caso alguém dê errado. Tentarei te ajudar e, quem sabe, posso te emprestar algum dinheiro. “Se for para tudo pra dar errado quero que seja com você”.
Mulher incomoda, sabe? Mulher que lê, que estuda, que trabalha, que consegue um cargo acima do seu. Mulher que vai sozinha pro bar ou acompanhada de outra moça. Mulher que fala palavrão, então, incomoda pra caralho. Mulher que discute, que discorda, que argumenta, que lança um olhar desafiador ou de desprezo. Mulher que não liga para os padrões estéticos e que define suas próprias vaidades. Mulher sincera, seja em palavras quanto em ações. Mulher que escreve. Mulher incomoda, né? Sim e como! Continuemos assim, então. O incômodo é o pontapé inicial das mudanças. Infelizmente, a participação feminina política desagradou a tanta gente que resolveram tirar todas dos ministérios. Mulher sabe o seu lugar e seu dever: não desistir jamais! Se todas nós desistimos, quem lutará por nós?
Este texto contém spoilers. Muitos spoilers. Spoilers por toda a parte.
O maior medo atual dos fãs de séries, livros ou filmes é receber os tão temidos spoilers: revelações aparentemente cruciais do enredo. Por Merlin, como assim Snape mata Dumbledore? Jon Snow voltou? Winston é capturado pela Polícia do Pensamento?
Spoilers são terrivelmente superestimados. É isso mesmo que você leu. Quem perde o interesse ao saber o quê algum personagem faz está se prendendo aos detalhes errados. Geralmente spoilers são superficiais e não explicam o contexto. E o item mais importante das narrativas (ou da vida) é o contexto. Muitos fãs de Harry Potter ficaram muitos bravos e queriam cruciar o Snape quando souberam que ele havia matado Dumbledore. E esses mesmos fãs depois quiseram dar um abraço e falar ‘’pô cara, vai ficar tudo bem’’ após entender o porquê do Avada Kedavra,
Não interessa quem vive, morre, ressuscita etc. O que importa mesmo é o motivo pelo qual aquele personagem teve aquele destino. Ah, só uma coisa: Han Solo morre no Episódio VII.









